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Pinotage: a uva que o Brasil ainda não aprendeu a pedir

Enquanto o Malbec argentino e o Carménère chileno já viraram velhos conhecidos dos brasileiros, a uva Pinotage ainda tem muito caminho a percorrer, apesar da...

Pinotage: a uva que o Brasil ainda não aprendeu a pedir
Pinotage: a uva que o Brasil ainda não aprendeu a pedir (Foto: Reprodução)

Enquanto o Malbec argentino e o Carménère chileno já viraram velhos conhecidos dos brasileiros, a uva Pinotage ainda tem muito caminho a percorrer, apesar da grande personalidade e da qualidade de seus vinhos. Principal variedade tinta da África do Sul e uma das poucas castas com certidão de nascimento, a Pinotage é um cruzamento criado em 1924 pelo professor de viticultura Abraham Izak Perold, da Universidade de Stellenbosch, entre Pinot Noir e Cinsault (chamada de Hermitage na África do Sul), o que deu origem ao nome. O nascimento e o crescimento da Pinotage Em 1925, Perold plantou as primeiras sementes de Pinotage como teste, marcando oficialmente o aniversário de nascimento dessa uva. Nessa altura, o interesse por essa variedade era quase exclusivamente acadêmico, ao ponto que nos anos seguintes ficou quase esquecida. Foi apenas graças ao trabalho de um jovem estudante chamado Charlie Niehaus que as mudas foram resgatadas do esquecimento e replantadas em Stellenbosch, onde décadas depois se tornariam icônicas da vitivinicultura sul-africana. O primeiro vinho de Pinotage só foi produzido em 1941, porém o professor Perold não conseguiu provar a bebida, pois tinha morrido naquele mesmo ano. A produção expandiu nas décadas seguintes e partir dos anos 1960, a Pinotage começou a ganhar prêmios e se estabelecer no mercado internacional. A década de 1980 marcou o início da era dourada dessa uva, uma época que continua até os dias de hoje. Uma oportunidade escondida Com um estilo marcante, os vinhos de Pinotage são uma harmonização natural com a mesa brasileira. Churrasco, carnes defumadas e até a feijoada encontram nessa variedade uma companhia à altura. O perfil do Pinotage é o de um vinho de cor intensa e com taninos marcantes. Os aromas costumam ser de notas de fruta escura, defumado, café e chocolate. Quais vinhos de Pinotage tomar A Nederburg, presente no Brasil, é uma vinícola prestigiada entre as mais premiadas da África do Sul. Seus vinhos são sinônimos de qualidade e chegam ao Brasil com um excelente custo-benefício. A distribuição é das importadoras Porto a Porto e Casa Flora. A vinícola foi fundada em 1791 no Vale de Paarl (“pérola”, em português), um dos terroirs mais renomados do país, por um imigrante alemão chamado Philippus Wolvaart que nomeou sua propriedade em homenagem ao comissário da região, Sebastian Cornelis Nederburgh. Mais tarde, o nome perdeu o “h” final, ficando conhecida até hoje como Nederburg. No Dia da Pinotage, celebrado em 11 de outubro, conheça dois vinhos sul-africanos imperdíveis. Nederburg Pinotage Nederburg Pinotage. Divulgação. Clássico rótulo da vinícola, esse vinho tinto apresenta aroma de frutas negras, como ameixa e cereja, e toques de especiarias. No paladar, é seco, frutado e com taninos macios. Amadureceu em barricas de carvalho francês e americano por 6 meses. Combina muito bem com carnes vermelhas e queijos curados. Nederburg The Winemasters Pinotage Nederburg The Winemasters Pinotage. Divulgação. Corte de uvas Pinotage (89%) e Petit Verdot (11%), esse rótulo apresenta aromas de frutas negras como ameixa e cereja, com delicadas notas de especiarias e amadeirada. Em boca, possui acidez equilibrada, estrutura definida e redonda, taninos finos e final persistente. Amadureceu em barricas de carvalho novo (americano e francês) por 12 meses e acompanha lindamente massas com molhos de carnes, pizzas e até sopa de lentilha. BEBA MENOS, BEBA MELHOR.